O consórcio cresceu com os juros altos porque se tornou a alternativa inteligente ao financiamento: enquanto o financiamento cobra juros, o consórcio cobra apenas uma taxa de administração conhecida desde o início, sem surpresas. Em um cenário de juros elevados, essa previsibilidade e economia explicam a procura recorde. O mercado confirma o movimento: segundo a ABAC, o consórcio de imóveis fechou 2025 com alta de 36% nas vendas de cotas. Neste artigo, explico as razões desse crescimento.
O que fez o consórcio ganhar tanto espaço?
O consórcio ganhou espaço por ser uma forma inteligente de comprar sem juros, justamente no momento em que os juros do financiamento dispararam. A palavra-chave é essa: juros altos.
Quando a Selic sobe, o financiamento fica caro e assusta. Muita gente passou a procurar uma forma de conquistar o bem sem pagar essa conta de juros — e encontrou no consórcio a resposta. Não à toa, os números do setor batem recordes: o volume de créditos comercializados pelo sistema de consórcios ultrapassou R$ 500 bilhões em 2025, alta de 32,1% sobre 2024 (ABAC). O consórcio deixou de ser visto como “plano B” e passou a ser escolha consciente.
Qual a diferença entre a taxa de administração e os juros?
A diferença é estrutural: o financiamento cobra juros que incidem sobre o saldo devedor, enquanto o consórcio cobra uma taxa de administração fixa, diluída ao longo do plano e conhecida desde a contratação.
Dependendo do grupo, a taxa de administração do consórcio fica em torno de 16%, 18% ou 20% — mas para todo o período do plano, que costuma variar de 60 a 100 meses. Ou seja, esse percentual é o custo total do serviço, distribuído em anos, e não uma taxa que se acumula mês a mês como os juros. Por isso o consórcio tende a ser bem mais econômico que um financiamento equivalente em cenário de juros altos.
Por que a previsibilidade do consórcio atrai tanto?
A previsibilidade atrai porque, ao contratar o consórcio, você já sabe exatamente o que vai pagar — não há surpresa, ao contrário de financiamentos atrelados a taxas que oscilam.
Você sabe o que está comprando e o que vai pagar por aquilo. Esse é o tipo de segurança que faz o consórcio ser ideal para quem quer planejar a compra de um bem ou aumentar o patrimônio de forma organizada. Não é sobre pressa; é sobre estratégia e tranquilidade. Em tempos de incerteza econômica, ter clareza sobre o custo total é um enorme diferencial.
Perguntas frequentes
A taxa de administração de 20% não é alta?
Ela representa o custo total do plano, diluído em vários anos — e não uma taxa anual como os juros. Em cenários de juros altos, o custo do consórcio costuma ser bem menor que o de um financiamento equivalente.
O consórcio é indicado para aumentar patrimônio?
Sim. Por ser uma compra planejada, sem juros e com valor corrigido, o consórcio é bastante usado por quem quer adquirir bens e crescer o patrimônio de forma consistente.
O crescimento do consórcio deve continuar?
As projeções do setor apontam continuidade: a ABAC estima crescimento de 25% para o consórcio de imóveis em 2026, refletindo a busca por alternativas ao crédito caro.
Quer entender se o consórcio é a melhor opção para você?
A HF Side faz uma análise consultiva e mostra, com transparência, custos e prazos. Fale com a gente no WhatsApp.
Sobre o autor — Guilherme Kneipp atua na gestão da HF Side Seguros e Soluções Financeiras, empresa familiar fundada em 1999 em Juiz de Fora (MG), com mais de 15 mil clientes protegidos.